RETRIBUIÇÃO

  • Gênero: Ficção
  • Ano: 1924
  • Duração: 30 min
  • Bitola final: 35 mm
  • Cor: P&B
  • Sinopse: A história da mocinha que recebe do pai moribundo um mapa do tesouro e, auxiliada pelo galã, enfrenta os bandidos, também dispostos a colocar a mão na fortuna.
  • Argumento: Gentil Roiz
  • Roteirista: Gentil Roiz
  • Direção: Gentil Roiz
  • Assistência de direção: Ary Severo
  • Produtor: Gentil Roiz
  • Empresa produtora: Aurora Filme
  • Direção de fotografia: Edson Chagas
  • Assistente de fotografia: Jota Soares
  • Elenco entrevistados: Almery Steves (mocinha), Barreto Jr. (Galã), Oséias Torres de Lima (Irmão da mocinha), Tancredo Seabra (Corisco), José Lira (Bala-na-Agulha), Mário Freitas Cardoso (Bandido que se emenda), José Steves (Bandido), Berardo Ribeiro (Bandido), Eronides Carvalho (Bandido), Ferreira da Graça (Pai da mocinha), Amália de Souza (Empregada), José Barreira (Motorista), Eronides Gomes
  • Curiosidades: - Restaurado pela Cinemateca Brasileira no projeto Resgate do Cinema Silencioso Brasileiro/SAV- Secretaria do Audiovisual, 2006-2007.
    - Filme (incompleto) disponível em DVD, faz parte do acervo da Fundação Joaquim Nabuco, sediada em Recife.
    - Primeiro filme do Ciclo do Recife.
    - Primeiro filme de enredo realizado no Nordeste do Brasil.
    - Filme de ação, filmado em cinco partes.
    - Realizado pela produtora Aurora Filme, empresa fundada pelo ourives Edson Chagas e pelo gravador Gentil Roiz, em 1923, a primeira e mais importante produtora do Ciclo do Recife que em pouco tempo conseguiu reunir cerca de 30 jovens de diversas ocupações, como jornalistas, comerciários, artistas e funcionários, que enxergaram na Aurora uma oportunidade de passarem de fãs a atores e técnicos de cinema.
    - As filmagens tiveram início em 1923 e aconteciam apenas nos finais de semana, estendendo por mais de um ano a realização do filme.
    - A revelação era feita no quintal da produtora Aurora Filme e sempre à noite, em banheiras de madeira instaladas ao ar livre.
    - O dinheiro da produção vinha de pequenas contribuições da equipe e também algumas vezes do aluguel da câmera.
    - A mocinha do filme era Almery Steves e o galã, Barreto Júnior, conhecido como o Rei da Chanchada no teatro de variedades do Recife.
    - O filme foi lançado em março de 1925, no Cine Royal, em Recife, permanecendo oito dias em cartaz, sendo um sucesso de público e também foi exibido nos cines Helvetica, Ideal, Odeon, Guanabara e Santo Amaro.
    - O CINE ROYAL era uma pequena sala localizada na Rua Nova, nº 47, no centro da cidade do Recife, inaugurada na década anterior como cinema de luxo, mas que na época do Ciclo do Recife já pertencia ao circuito de segunda categoria, o que não o impediu de se tornar a principal vitrine dos filmes pernambucanos produzidos no período. A cada lançamento de um novo filme pernambucano, o proprietário do cinema, Joaquim Matos, fazia questão de garantir a exibição em alto estilo. “As exibições eram transformadas em grandes festas, com a rua iluminada, a fachada coberta de flores e bandeiras, a orquestra abrindo as sessões com trecho de O Guarani, e até o requinte do aroma das folhas de canela colocadas no chão da sala”.
    - Com o lucro de Retribuição, a Aurora Filme paga suas dívidas e compra o patrimônio da Pernambuco Film, empresa de Ugo Falangola e J. Cambieri, que abrira falência, produtora de documentários encomendados quase sempre pelo governo do estado.
    -Sinopse estendida: Antes de morrer, Frederico Paes deixa como herança para sua filha Edith um mapa com o desenho do local onde está um tesouro em moedas de ouro. Um ano mais tarde, Edith recebe em sua casa um homem ferido, Arthur. Enquanto ela lhe faz um curativo, ele conta como se feriu: ao passear a cavalo pela floresta, tinha avistado um homem caído na estrada. Ao se aproximar este homem o atacara. Corisco, o salteador de estradas, é chefe de um bando. Ele conta aos companheiros como conseguiu o último dinheiro: fingindo-se de desmaiado e atacando um homem que surgiu na estrada. Corisco manda Espião, outro bandido, para a rua, para 'trazer alguma coisa'. Quando vai executar este trabalho, Espião escuta uma conversa entre Edith e Arthur. Ela lhe pede que o acompanhe na excursão em busca do tesouro, uma vez que seu irmão está no interior. Arthur aceita. Espião chega ao esconderijo, entrega um papel para Corisco, mas é maltratado por ele. Briga com outro bandido e parte, com muita raiva do bando. Arthur e Edith partem para a excursão num carro. Já perto do local, Corisco e seu bando aguardam. O carro deixa o casal perto do local e eles seguem a pé, observados por Corisco e bando. Edith fica num patamar da montanha, enquanto Arthur desce, com o mapa. Os bandidos capturam Edith e Arthur, aprisionando-os no covil e tentam arrancar o mapa de Arthur. Espião, com raiva do bando, procura Roberto, irmão de Edith. Roberto pede para Espião chamar a polícia enquanto vai sozinho ao local indicado. Em meio à luta com os bandidos, chega a polícia. Corisco se mata, os bandidos são presos. Espião diz já ter emprego. Arthur e Edith se casam com a aprovação de Roberto.

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