BABÁ PAULO BRAZ - CONEXÃO IFÉ

  • Gênero: Documentário
  • Ano: 2014
  • Duração: 62'26"
  • Bitola final: Digital
  • Cor: Colorido
  • Sinopse: Documentário da viagem do babalorixá pernambucano Paulo Braz ao berço sagrado da civilização iorubana, na Nigéria. Direção de Gustavo H. Almeida. Fotografia de Felipe Peres Calheiros.
  • Roteirista: Gustavo H. Almeida
  • Direção: Gustavo H. Almeida
  • Outros - Produção: Produção Executiva da Viagem: Itaiguara Felipe Da Costa,João Monteiro, Leandro Tavares
  • Direção de fotografia: Felipe Peres Calheiros
  • Imagens adicionais: Virginia Maria Yunes
  • Técnico de som direto: Gustavo H. Almeida
  • Outros - som: Tratamento e Finalização De Som: Pablo Lopes
  • Técnico efeitos especiais: finalização: Rafael Reines
  • Montador: Luciano Valença
  • Curiosidades: As relações entre Brasil e África datam de muito tempo e, cada vez mais, os afrodescendentes brasileiros buscam resgatar e manter suas raízes da terra-mãe, muitas vezes, preservando seculares tradições culturais, artísticas e religiosas. O documentário “Babá Paulo Braz – Conexão Ifé” apresenta um exemplo dessa preservação, a partir do registro da viagem ao berço sagrado do Iorubá, as cidades de Ilé-Ifé, Oyó e Oshogbo, na Nigéria, feita pelo babalorixá pernambucano Paulo Braz Felipe da Costa, um dos mais importantes personagens da cultura Nagô no Brasil. Paulo Braz é descendente de africanos que chegaram ao Brasil vindos da parte iorubana daquele continente, escravizados pelos europeus. A figura mais marcante da família de Paulo Braz é seu avô, Pai Adão, que viveu até 1936 e teve fundamental importância na preservação do idioma e da cultura Iorubá. Durante muitos anos, no Recife, Pai Adão manteve um dos primeiros e principais terreiros de candomblé de Pernambuco e do Brasil. Em 1906, a bordo de navio cargueiro, Pai Adão fez a viagem do Recife até a cidade de Ilê-Ifé para aperfeiçoar seus conhecimentos religiosos e culturais. Fazer essa viagem sempre foi um sonho dos seus descendentes, realizado pela primeira vez, mais de um século depois, pelo neto Paulo Braz. Em 2013, por intermédio da participação do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão no “Colóquio Internacional Afro-Identidades nas Encruzilhadas”, na Universidade Obafemi Awolowo de Ilê-Ifé, os diretores e produtores de audiovisual Gustavo H. Almeida e o premiado Felipe Peres Calheiros (“Acercadacana”, “Malunguinho”, “Até onde a vista alcança”, entre outros), da TVU Recife, TV pública ligada à Universidade Federal de Pernambuco, gravaram toda a viagem, tendo como foco a emocionante participação do patriarca do grupo. Durante o filme, é possível ver a dedicação de “Seu Paulo” em repassar os ensinamentos de Pai Adão e, consequentemente, manter viva a cultura do povo Nagô (como ficou conhecido, no Brasil, o povo que veio da região Iorubá). Além de depoimentos marcantes sobre sua vida pessoal, o documentário mostra também invocações de adoração aos orixás, rituais tradicionais das religiões de matriz africana e bonitos cânticos entoados 'a cappela' pelo próprio Paulo Braz. Os momentos mais marcantes e importantes do filme são os encontros do protagonista com o Rei de Oyó e o Primeiro-Ministro de Ilê-Ifé. Nesse último, Paulo Braz foi rebatizado, tornando-se Ifá Muydê, que significa “o filho que retornou ao lar de origem”.

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